May 27
hoje quero apenas o silêncio. a angústia cresce tecendo fragilidades eminentemente derrubáveis por qualquer sopro vocal.
os ouvidos não querem ouvir lamúrias, desculpas, culpas, temores que lhes sejam alheios.
reverto um olhar e descubro o sem sentido de um outro percurso.
é a saudade da pele, do olhar, da alegria e do prazer escapados.
não há culpa, há silêncio de pele, de corpos separados por palavras avulsas que preenchem vazios.
hoje não quero ouvir.
estou de luto.
May 18
se pudesse escolher, ficava contigo.
não posso escolher essa opção: escapa-se à minha capacidade de escolha.
resguardo a presença para não te incomodar, embora o deseje.
não é dissimulação, é respeito.